Niceia como modelo de resolução de conflitos A comunhão como um caminho de diálogo
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Resumo
A comunhão como caminho de diálogo, no marco dos 1700 anos do Concílio Ecumênico de Niceia (325), tem como objetivo analisar de que maneira Niceia pode ser interpretada como um modelo de resolução coletiva de conflitos, por meio da identificação dos princípios e dinâmicas aplicados em seu contexto histórico que possam ser relevantes para a gestão de conflitos contemporâneos. Metodologicamente, adota-se um paradigma qualitativo, seguindo o método fenomenológico hermenêutico e um desenho descritivo, por meio da análise crítica de documentos. Os resultados revelam como princípios a inclusão; o debate aberto; a clareza dos elementos controversiais; a comunhão e a unidade na diversidade e o consenso. Entre as estratégias aparecem o reconhecimento e formulação do conflito; a necessidade de resolvê-lo; o diálogo, o discernimento; o apoio logístico; a liderança alternativa. Além disso, aparecem valores como a humildade, o compromisso, o respeito às diferenças e o serviço. Conclui-se que a comunhão como caminho de diálogo representa uma abordagem baseada na compreensão mútua, na empatia e no respeito às diferenças, uma vez que foi promovida a colaboração na busca de soluções para os conflitos teológicos reunindo representantes diversos. Finalmente, o Concílio de Niceia pode ser interpretado como um modelo útil de resolução de conflitos em contextos que exigem a cooperação de diversas partes com interesses ou perspectivas diferentes.
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